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PODCAST | #42 – Cuidados a ter quando contratar um crédito à habitação

Escrito por Pedro Andersson

14.02.21

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Dicas para fazer um bom crédito à habitação (para si, não para o banco)

Apesar da crise, as casas continuam a vender-se e a comprar-se e os preços não baixaram. Isso quer dizer que os preços continuam altos, por isso as pessoas que compram casa continuam a endividar-se e a fazer créditos à habitação.

O problema é que muitas vezes só querem ouvir o “sim” do banco e não ligam o que deveriam ligar às condições do empréstimo.

Não são raros os casos de pessoas que pensam que estão a comprar uma casa e no fundo – sem se aperceberem – estão a comprar duas (ou 3). Só que a segunda e a terceira são os juros e produtos que estão a pagar ao banco todos os meses.

Muitas vezes, bastava ir ao banco do outro lado da rua ou um banco mais digital ou mais pequeno para encontrar o mesmo dinheiro mas mais barato.

Neste episódio dou-lhe algumas dicas para a sua casa lhe sair mais barata para assim que puder começar a investir – não na casa – mas nos seus sonhos. Já tendo a casa paga ou quase, obviamente!

É o tema deste episódio em que partilho mais uma viagem de carro consigo. Aproveite a boleia para melhorar a sua vida financeira.

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18 Comentários

  1. Bruno Fernandes

    Boa noite Pedro!
    Segui atentamente o podcast e gostaria de expor uma outra visão e pedir lhe um comentário! O que diz sobre a ‘teoria’ de: “o crédito não é para se pagar… Quando morrer fica pago” Quero com isto dizer que ao contrário do que diz no podcast, ao procurar prolongar o crédito por mais tempo, terei sempre mais dinheiro disponível na carteira no momento. Tendo a clara noção que no final se paga muito mais… Mas tal como começou o podcast: “secalhar já cá não estou aos 82” e como o seguro de vida é obrigatório…. O que tem a dizer sobre isto?
    Abraço

    Responder
  2. Pedro Andersson

    Olá. A sua questão é um desafio interessante. Eu sempre pensei assim como está a dizer. Para lhe dizer a verdade, nem conhecia outra alternativa. Depende da sua perspectiva de vida. O que aprendi é que o dinheiro faz dinheiro. Por exemplo, se eu conseguir despachar a minha casa antes dos 40, (coisa que já não vou a tempo) posso usar a minha casa como garantia por outro crédito para arrendar ou para vender. Posso usar o dinheiro disponível para investir entrenato em produtos sem garantia de capital. Não tenho sempre a espada da Euribor sobre a cabeça. Não estou preocupado se deixo dívidas para os meus filhos (há um limite de idade para o seguro de vida). A partir da idade da reforma, chapéu. Se tiver uma doença após essa data já não me pagam nada (estarei dos 67 anos aos 82 com um peso em cima que ainda não imagino). Resumindo, não conheço nenhuma pessoas (nenhuma mesmo) que tenha terminado o crédito antes do tempo (amortizado antecipadamente) que se tenha arrependido. Isso deixa-me a pensar se pensamos realmente nas alternativas que temos. A mim só me ensinaram que devo fazer um crédito e cumpri-lo até ao fim até ao último dia. Estão a abrir-se janelas à minha frente e partilho. Há mais mundo (financeiro) para além do óbvio. Mas o problema começa antes como digo no episódio. Como faço um crédito para pagar até aos meus 70, 80 anos, peço o mais possível porque a prestação será mais baixa. Mas ao ser mais baixa, estico até ao limite. Ao esticar até ao limite, qualquer sobressalto (e ele vai acontecer ao longo de 40 anos) pode deitar todos os seus sonhos abaixo. Não pretendo ser o “dono da verdade”. Há muitos meio-termo nesta questão. Como referi, a minha estratégia passou a ser poupar o mais possível para o colocar a crescer 7% ao ano limpos para juntar o máximo possível para (SE EU QUISER) amortizar o crédito à habitação (todo ou em parte)e redefinir outros objetivos. Se ao ter mais dinheiro disponíivel por ter um crédito longo, pergunto-lhe se acha mesmo que as pessoas estão a poupar/investir essa diferença. Conheço duas ou 3 aves raras que fazem isso. Todos os outros que conheço têm o crédito caro e longo e ainda gastam tudo o que resta em “viver a vida”. Qualquer pedra fora do lugar no caminho e é queda certa. É para isso que pretendo alertar. Não sei se ajudei a responder à sua pergunta… É sempre possível encontrar uma solução equilibrada/flexível entre o que referi no episódio e a questão que colocou. Se o coloquei a pensar no assunto atingi o meu objetivo :). Abraço.

    Responder
  3. Ana

    Bom dia.

    Não é a propósito deste artigo mas estava a ler a secção da acumulação de descontos do livro 1 e não percebi bem. Pode esclarecer um pouco essa questão? Eu percebi que usam os cupões de desconto e tentam acumular com outros descontos e não pagam quase nada. Mas como se faz isso? Fiquei incerta porque os cupões apenas têm um certo prazo que é incompatível acumular com outros

    Responder
    • Pedro Andersson

      Se tem um cupão de desconto de 25% em detergentes, nessa semana vai procurar um detergente nessa loja que esteja com 50% de desconto para todos os clientes. Acumula :).Compra com 50% e sobre esse valor final acumula mais 25%.

      Responder
      • Ana

        Obrigada pela resposta 🙂 mas essa estratégia não é baseada em ter pura sorte? acontece ter um cupão sobre determinado produto e vou, por exemplo, ao Continente e por coincidência tenho um desconto directo que se aplica para toda a gente…

        Responder
        • Pedro Andersson

          Olá. Sim. Só usa se se aplicar. Sempre que dá uso. Mas acumulo quase todas as semanas com os cupões de 5 euros em 20 ou de 10%. Compro o que estiver em promoção com esses cupões. Maximizo a poupança.

          Responder
  4. Daniela

    Bom dia.
    Fala em dar de entrada o mais possível.
    Mas com 24 anos demoro pelo menos uns 10 anos a juntar os 25000 (208€ por mês). Dependentemente do ordenado estes 208€ podem já ter um peso muito grande no mês visto que há sempre rendas água luz etc para pagar.
    Será que não vale mais comprar logo casa e ir usando o dinheiro que pagamos de renda para o crédito habitação? É que na questão de pagar renda estamos sempre sujeitos ao mercado e neste momento é só ridículo os preços que se praticam.
    Aos 24 anos o seguro de vida é baixo pelo que até poderá compensar comprar casa sem uma grande entrada. É que os 10 anos de renda podem ser 10 anos a menos no CH.
    Podia fazer um episódio ao estudar este cenário (óbvio que varia consoante o salário atual e capacidade de poupança, mas seria interessante concluir em diferentes cenários possíveis e ver se realmente existe algum em que haja uma poupança efetiva )

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá Daniela. Claro que depende dos rendimentos de cada um. Um jovem que ganhe mil euros e esteja em casa dos pais, consegue por de lado cerca de 10 mil euros por ano. Se começar aos 23, aos 25 já tem 20 mil euros. Se ganha menos e tem despesas é mais difícil. Mas não se esqueça de só lhe emprestam 90% do valor da casa. Não tem muito por onde fugir… Entre arrendar e comprar casa neste momento compensa comprar, se conseguir uma casa por um preço razoável.

      Responder
  5. Vasco Grzm

    Para o comentario do chico esperto de nome ” Bruno Fernandes ” :

    Acha que alguma comapnhia de seguros o vai manter como cliente dum seguro de vida até aos 82 anos ?! Muito antes de atingir esssa idade ja o terao posto “fora” ha muito !

    A teoria “do crédito não é para se pagar… Quando morrer fica pago” faz-me lembrar o idiota do Eng Socrates que dizia : ” a divida publica nao é para ser paga , mas sim GERIDA ”

    Continue com essa mentalidade que antevejo-lhe um futuro cheio de felicidades !

    Responder
    • Bruno Fernandes

      Em resposta a si Vasco GRZM, que opta pela ofensa nada tenho a dizer. Venho para a discussão para colocar questões, ouvir opiniões e debater. Ofender não faz parte da minha forma de estar. Passe bem.

      Responder
  6. Bruno Fernandes

    Antes de mais obrigado pela análise. Posso interpretar da sua opinião que a teoria em si não está errada, tem é outras premissas que têm que ser atendidas nomeadamente o facto de a pessoa com o remanescente que tem todos os meses conseguir ter o auto controle para saber gastar e saber ser o aforrador QB que se exige. É uma questão de as pessoas reforçarem a sua literacia financeira e com essa informação serem críticos quanto à sua situação e gerirem da forma que considerarem mais pertinente para a sua vida. Concorda? 🙂
    Abraço.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Gravei um episódio do padcast sobre a sua questão. Vou publicar nos próximos dias 🙂

      Responder
      • Bruno Fernandes

        Boa. Fico a aguardar!

        Responder
  7. Isaac Freitas

    Boa noite Sr. Pedro
    Aproveito para expôr o meu caso. Tenho um crédito habitação com spread 2.5 e tendo em atenção as campanhas actuais dos vários bancos decidi ir á CGD pedir uma proposta para transferência de crédito. Analisaram a minha situação e no fim dizem me que a minha escritura da casa, com hipoteca, está como crédito para outras finalidades e não concretamente crédito habitação (deve ter sido assim na altura para ser um processo mais rápido). Sendo assim disseram-me não ser possível fazer a transferência.
    Fui para casa e pensei: estou preso para o resto da vida neste banco… A minha pergunta então é: Não podem fazer uma transferência fazem uma aquisição… Certo? Peço desculpa e espero ter conseguido explicar a minha situação.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Contacte empresas especializadas como dr finanças, decisões e soluções, reorganiza, maxfinance, etc. Talvez haja solução 🙂

      Responder
  8. Carina Leitão

    Boa tarde Pedro, concordo por inteiro com tudo o que foi dito no Podcast e, no seguimento do indicado por si, referencio-me como mais uma alternativa. Eu sou Intermediária de Crédito na CENTURY 21 Concept e também nós fazemos esse acompanhamento sem custo ao cliente que pretende comprar casa ou transferir o crédito habitação.
    Obrigada

    Responder

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